RH em Pauta

O Futuro do Trabalho Já Começou — E Ele Exige Mais Humanidade do que Técnica

20/01/2026 | Por: www.atribunapiracicabana.com.br

RH em Pauta

Os números são claros e, ao mesmo tempo, inquietantes: 76% da força de trabalho brasileira está infeliz ou insatisfeita, enquanto apenas 24% declaram-se felizes no trabalho. Esses dados não representam apenas estatísticas — eles representam pessoas. Histórias. Sonhos adiados. Talentos subaproveitados. E, para quem atua em RH, esse cenário não pode ser ignorado.Talvez essa insatisfação esteja diretamente ligada a uma transformação silenciosa, porém profunda, no mercado de trabalho. A maior parte dos novos empregos já não surge nos modelos tradicionais, mas sim em áreas conectadas às tendências que estão redesenhando o mundo: o envelhecimento da população, a busca por eficiência energética, as soluções para o aquecimento global, a produção de serviços e produtos voltados para novas classes de consumo, além dos investimentos em tecnologia e infraestrutura. O problema é que muitas pessoas ainda estão preparadas para um mercado que já não existe mais.  Nesse contexto, surge um ponto essencial de reflexão: quais profissionais tendem a permanecer relevantes em meio à automação e à tecnologia? A resposta está nas competências mais humanas — aquelas que as máquinas ainda não conseguem reproduzir com autenticidade. Funções ligadas à gestão de pessoas, experiência aplicada, interação social e capacidade de lidar com complexidades humanas seguem entre as menos suscetíveis à extinção tecnológica.  Isso reforça algo que o RH já compreende há tempos: o futuro do trabalho não será apenas tecnológico — ele será profundamente humano.  Talvez a infelicidade no trabalho esteja menos relacionada ao excesso de tarefas e mais à falta de sentido. Pessoas querem pertencer. Querem contribuir. Querem ser vistas além de seus cargos. E empresas que compreenderem isso sairão na frente não apenas na atração de talentos, mas na construção de culturas mais sustentáveis. O desafio está posto. Ou seguimos tratando trabalho como mera engrenagem produtiva — e assistimos ao aumento da desconexão emocional — ou escolhemos resgatar aquilo que nunca deveria ter sido perdido: o valor das pessoas como centro das organizações.  Talvez o futuro não peça profissionais mais rápidos. Talvez ele peça profissionais mais conscientes. E empresas mais humanas. E é justamente nesse cenário que ganham protagonismo os Brain Workers — os trabalhadores do conhecimento: profissionais que desempenham papel essencial na sociedade pós-industrial, marcada muito mais pela produção de serviços, ideias e soluções do que de bens. São eles que impulsionam a inovação, fortalecem a competitividade das empresas e contribuem com sua expertise para enfrentar desafios cada vez mais complexos e dinâmicos. Na próxima semana, vamos aprofundar esse tema e refletir sobre o papel dos Brain Workers no futuro do trabalho. Combinado?

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